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Nenhuma conta pode deter uma parte ilimitada de um mercado. O limite aplica-se à posição mais as ordens em aberto de cada lado e, uma vez atingido, são rejeitadas as novas ordens que aumentem esse lado. O fecho nunca é restringido. O limite restringe o risco que pode acumular, não a capacidade de sair dele.

Porque a concentração é o risco

Um mercado em que uma só conta detém a maior parte do open interest (posições em aberto) tem um modo de falha específico. Quando essa posição é liquidada, não há ninguém do outro lado com dimensão para a absorver — o livro não a aguenta, o fundo de seguro esgota-se e o défice chega à desalavancagem automática, que fecha posições lucrativas de traders que nada fizeram de errado. O limite é o que impede que a falha de uma conta se torne a falha de todos.

Como é calculado o limite

limite=max⁡ ⁣(OI do mercado×θ,  limite base)\text{limite} = \max\!\left(\text{OI do mercado} \times \theta,\; \text{limite base}\right) Dois componentes; vence o maior. O limiar de quota liga o limite à dimensão real do mercado. Um mercado com mais open interest consegue absorver uma posição maior, por isso permite-a. O limite base é um piso fixo. Sem ele, um mercado recém-listado, quase sem open interest, teria um limite próximo de zero — ninguém poderia abrir posição, logo o open interest nunca cresceria. O piso é o que permite a um mercado arrancar. Ambos os termos são configuração por mercado, e o limite base está ajustado à profundidade de cada mercado — mercados mais profundos têm um piso mais alto. Escrevendo BB para o limite base e θ\theta para o limiar de quota, o cruzamento fica onde o open interest do mercado atinge B/θB / \theta: Ou seja: num mercado jovem o limite é fixo e generoso face ao livro; num mercado maduro acompanha a dimensão do próprio mercado.
Ambos os valores devem ser lidos na especificação do contrato do mercado em que está a negociar. São parâmetros on-chain por mercado, diferem substancialmente de mercado para mercado e mudam com as listagens e com as revisões de risco — um limite calculado a partir de um número citado em qualquer outro sítio estará errado. Ver Mercados.

Quantas ordens pode ter em livro

O tamanho da posição tem limite, e a contagem de ordens também. O limite é por conta e acompanha-o: maˊx. de ordens em aberto=min⁡ ⁣(50+saldo50,  1,000+volume acumulado5,000,000,  5,000)\text{máx. de ordens em aberto} = \min\!\left(50 + \frac{\text{saldo}}{50},\; 1{,}000 + \frac{\text{volume acumulado}}{5{,}000{,}000},\; 5{,}000\right) Ambos os termos são em USD. Uma conta nova com 1 000 USDC e sem histórico fica com 70; o termo do saldo manda no início, o termo do volume assume à medida que vai negociando, e 5 000 é o teto absoluto, aconteça o que acontecer. Há mais uma regra que apanha quem corre estratégias automatizadas: a partir do momento em que já tem 1 000 ordens em livro, os tipos de ordem classificados como restritos — entre eles as ordens reduce-only e as condicionais — passam a ser recusados com uma rejeição própria, enquanto as ordens correntes continuam a ser aceites até ao limite. A intenção é que uma estratégia que enche o livro não possa esgotar a capacidade de que depende o fecho de uma posição.
É um dos limites com maior probabilidade de apanhar um market maker de surpresa, porque é invisível até uma ordem ser recusada e muda à medida que o saldo e o volume mudam. Ver Ordem rejeitada.

O que conta

A posição e as ordens em aberto em conjunto. As ordens em livro que aumentariam a posição contam para o limite, porque um limite que as ignorasse podia ser contornado colocando ordens e esperando. Por lado. A exposição longa e a curta são medidas separadamente. Entre subcontas. As subcontas do mesmo titular são agregadas. Dividir uma posição por várias subcontas não aumenta o limite — do ponto de vista do mercado a concentração é a mesma, e é a concentração que o limite existe para evitar. O open interest total do mercado conta os dois lados. O denominador é o mercado inteiro, não um dos seus lados.

O que acontece no limite

Sobre o que o limite é medido
Ordem que aumenta a exposição
Acima do limite?
Aceite
Rejeitada na submissãocom um motivo
Uma ordem reduce-only ou de fecho nunca é testada — é sempre aceite
Posição e ordens em livro juntasas ordens que podem virar posição contam
Longa e curta, em separadocada lado tem o seu limite
Subcontas, agregadasdividir uma posição não o aumenta
As ordens que ultrapassariam o limite são rejeitadas na submissão, com um motivo explícito. As ordens que reduzem a exposição são sempre aceites. O limite não é fixo. Sobe à medida que o open interest do mercado cresce; se o open interest contrair de forma acentuada, uma posição existente pode ficar acima de um limite que baixou. Nada é fechado à força por causa disto — apenas não pode acrescentar até voltar a ficar abaixo.

Ler os valores em vigor

Todos os números desta página são configuração on-chain por mercado, e não constantes do protocolo. Os parâmetros que os determinam: São publicados em cada especificação do contrato e podem ser lidos na cadeia. Uma integração que os fixe no código acabará por calcular um número que a rede não está a aplicar — ver Programadores.

Para onde ir a seguir

Desalavancagem automática

O desfecho que os limites de posição existem para tornar menos provável.

Alavancagem

Escalões de dimensão, a outra restrição que escala com o tamanho da posição.

Mercados

Limiares e limites base por mercado.

Liquidações

O que acontece quando uma posição grande falha mesmo.